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Deficiência de hormônio do crescimento (GH) em adultos

A deficiência de hormônio do crescimento em adultos ocorre quando o corpo não produz hormônio do crescimento o suficiente para atender às necessidades fisiológicas e metabólicas na fase adulta.1,2
O hormônio do crescimento é produzido na glândula hipófise e estimula a liberação de outro hormônio, chamado de fator de crescimento semelhante à insulina (conhecido como IGF-1), que é produzido pelo fígado. Juntos, esses hormônios produzem o crescimento na infância e, na vida adulta, têm efeitos metabólicos em todo o corpo. Entre as funções do hormônio do crescimento está a manutenção do equilíbrio adequado das gorduras dos músculos e ossos saudáveis e o bem-estar mental.1-4

Normalmente, quando envelhecemos, há uma redução da secreção de GH, o que leva a mudanças em nosso organismo. Esse processo é natural e conhecido como somatopausa. No entanto, alguns adultos podem apresentar deficiência de GH, uma condição médica em que o corpo não produz quantidade suficiente de hormônio do crescimento. Essa condição pode ser tratada com reposição de hormônio do crescimento.1,5

A deficiência de hormônio do crescimento é classificada de acordo com a fase da vida em que foi diagnosticada. Alguns adultos podem ter sido diagnosticados quando eram crianças (deficiência de hormônio do crescimento com início na infância) e outros que se tornam deficientes quando atingem a vida adulta (deficiência de hormônio do crescimento com início na vida adulta).1

A deficiência de hormônio do crescimento que se inicia na infância e permanece na vida adulta geralmente é causada pelo desenvolvimento anormal da glândula hipófise durante a fase gestacional ou por anormalidades genéticas. 1,4

A maioria dos casos de deficiência de hormônio do crescimento de início adulto resulta de um dano na glândula hipófise, causado pelo desenvolvimento de um tumor ou pelo tratamento utilizado para tratar o tumor, como uma cirurgia ou a radioterapia. O dano na hipófise também pode resultar de uma lesão craniana grave, de doenças autoimunes ou de uma interferência no fornecimento de sangue à glândula hipófise (como na síndrome de Sheehan ou apoplexia pituitária).1

Os adultos com deficiência de hormônio do crescimento podem ter muitos sintomas. Os principais sintomas em adultos com deficiência de GH relacionam-se à composição corporal, ao desempenho físico e ao bem-estar psicológico.1,2

A composição corporal muitas vezes é alterada com um aumento da gordura (principalmente a gordura abdominal) e uma diminuição da massa muscular, o que, por sua vez, reduz a capacidade de se exercitar. Muitos pacientes também apresentam osteoporose. 3

O bem-estar geral de adultos deficientes de hormônio do crescimento pode ser afetado. Alguns indivíduos sentem-se ansiosos, depressivos, sem força física e com saúde debilitada. Outros apresentam problemas de concentração e memória prejudicada. 1,6

A deficiência de GH implica em consequências clínicas que podem prejudicar o desempenho físico e psicológico dessas pessoas. 6

Adultos que apresentaram deficiência do hormônio do crescimento na infância devem realizar um teste quando atingem a altura final, para verificar se ainda apresentam a doença. 2 Quando há uma suspeita da presença da doença de início adulto, o diagnóstico deve ser realizado por meio do histórico clínico e do exame físico do paciente, bem como exames realizados em laboratório. O diagnóstico serve para diferenciar uma deficiência de hormônio devido à idade de uma deficiência patológica, e garantir que os indivíduos sejam adequadamente tratados. 4

O exame mais comumente utilizado é o teste de tolerância à insulina. Neste exame, uma dose de insulina é administrada e, com a redução dos níveis de açúcar no sangue, a glândula hipófise é estimulada para liberar o hormônio do crescimento. A falha na produção de uma quantidade adequada de hormônio do crescimento em resposta a esse estresse é definida como deficiência de hormônio do crescimento. Como alternativa ao exame de tolerância à insulina, arginina ou glucagon podem ser utilizados para estimular a liberação de hormônio do crescimento.1 O médico indicará qual método é melhor para cada paciente.

Referências:

  1. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas. Deficiência de Hormônio do Crescimento – Hipopituitarismo. 2010. Disponível em http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/sas/2010/prt0110_10_03_2010.html. Último acesso em 21/07/2017 às 9 horas.
  2. YNational Institute of Health. Growth hormone deficiency. Disponível em https://rarediseases.info.nih.gov/diseases/6552/growth-hormone-deficiency. Último acesso em 21/07/2017 às 9 horas.
  3. National Organization for Rare Diseases. Growth Hormone Deficiency. Disponível em https://rarediseases.org/rare-diseases/growth-hormone-deficiency/. Último acesso em 21/07/2017 às 9 horas.
  4. Medline Plus. Growth hormone deficiency - children. Disponível em https://medlineplus.gov/ency/article/001176.htm. Último acesso em 21/07/2017 às 9 horas.
  5. Hormone Health. Patient Guide - Growth Hormone Deficiency in Adults. Disponível em http://www.hormone.org/patient-guides/2011/growth-hormone-deficiency-in-adults. Último acesso em 21/07/2017 às 9 horas.
  6. Morton, Caroline. Hoffman David. Adult Growth Hormone Deficiency. Disponível em: http://pituitary.org/symptoms/adult-growth-hormone-deficiency Último acesso em 28/03/2017.